terça-feira, 26 de maio de 2015

Revolta Vazia



Recentemente os fãs de Game Of Thrones se revoltaram com a violência sofrida por Sansa Stark na série. “Balela” – Rachel Sheherazade! Se fosse realmente sobre a violência sexual e gratuita, como ouvi dizerem, o motim organizado com o propósito de diminuir a audiência da série já deveria ter acontecido desde a primeira temporada, quando Daenerys Targaryen também sofreu em sua noite de núpcias, cuja passagem foi diferente do que consta no livro.
A verdadeira razão é que os fãs estão insatisfeitos com alterações no enredo da série, que não está sendo leal aos livros, e sem argumentos contra o pronunciamento de George R. R. Martin, encontraram uma válvula de escape. Terrível e digna de pena, se me permitem.

"Deixe-me reiterar o que eu já disse antes: quantos filhos Scarlett O'Hara (protagonista de E O Vento Levou) teve? Três, no livro. Um, no filme. Nenhum, na vida real: ela era um personagem fictício, ela nunca existiu. A série é a série, os filmes são os filmes: dois jeitos diferentes de contar a mesma história", afirmou Martin.

Como feminista, e principalmente mulher, claro que essas cenas não me fazem bem nem me agradam. Só um sádico para gostar. E entristece-me perceber que o único ponto que comentam sobre as mulheres de “GOT” é a beleza. E são ELAS as principais responsáveis por girarem a roda, por influenciarem decisões importantes. São personagens cuja força não é reconhecida.
Caso todo esse alvoroço fosse uma luta real contra a violência sexual na série, com certeza eu faria parte. Porém continuarei assistindo, até que tenham uma razão verdadeira para me convencerem do contrário.



Moderadora, colunista, estudante de Jornalismo e feminista.Eclética por natureza, repertório literário, cinematográfico, e ‘blá blá’ é que não falta.  

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