Recentemente os fãs de
Game Of Thrones se revoltaram com a violência sofrida por Sansa Stark na série.
“Balela” – Rachel Sheherazade! Se fosse realmente sobre a violência sexual e
gratuita, como ouvi dizerem, o motim organizado com o propósito de diminuir a
audiência da série já deveria ter acontecido desde a primeira temporada, quando
Daenerys Targaryen também sofreu em sua noite de núpcias, cuja passagem foi
diferente do que consta no livro.
A verdadeira razão é
que os fãs estão insatisfeitos com alterações no enredo da série, que não está
sendo leal aos livros, e sem argumentos contra o pronunciamento de George R. R.
Martin, encontraram uma válvula de escape. Terrível e digna de pena, se me
permitem.
"Deixe-me reiterar
o que eu já disse antes: quantos filhos Scarlett O'Hara (protagonista de E O Vento Levou) teve? Três, no
livro. Um, no filme. Nenhum, na vida real: ela era um personagem fictício, ela
nunca existiu. A série é a série, os filmes são os filmes: dois jeitos
diferentes de contar a mesma história", afirmou Martin.
Como feminista, e principalmente mulher, claro que essas
cenas não me fazem bem nem me agradam. Só um sádico para gostar. E entristece-me
perceber que o único ponto que comentam sobre as mulheres de “GOT” é a beleza.
E são ELAS as principais responsáveis por girarem a roda, por influenciarem
decisões importantes. São personagens cuja força não é reconhecida.
Caso todo esse alvoroço fosse uma luta real contra a
violência sexual na série, com certeza eu faria parte. Porém continuarei
assistindo, até que tenham uma razão
verdadeira para me convencerem do contrário.
Moderadora, colunista, estudante de Jornalismo e feminista.Eclética por natureza, repertório literário, cinematográfico, e ‘blá blá’ é que não falta.



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